{São Paulo, 1988}
Primeiro
Arrancaram-lhe os frutos,
Quase maduros,
Depois tiraram as folhas,
Uma por uma,
Impedindo a fotossíntese.
E como se não desse mais nada,
Uma noite,
Arrebentaram o tronco.
Restou um toco
Que não se nota.
Um quase nada
Na paisagem.
Algo à toa em campo aberto.
Ao lado de árvores
Frondosas,
Majestosas.
Mas,
Se alguém se aproxima,
Diante dele,
E olha,
Como quem olha alguma coisa,
Nota pequenas folhas,
Pequenas flores,
Pequenos poemas
Naquele toco,
Que pouco acima do chão,
Deseja ser árvore novamente!
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