{São Paulo, 1987}
Não, não sobrou nada!
Não mais encostar nossos corpos.
Não mais aquele carinho.
Não, não há mais, nada!
Não mais brincar no terraço do seu prédio.
Não mais sorrir na despedida.
Não, não há mais, nada!
Não mais aquela cumplicidade,
Não mais caminhar juntos pela Paulista.
Não, não há mais, nada!
Não mais ir juntos ao cinema.
Não mais beijar na boca.
Não, não há mais, nada!
Não mais descansar meu corpo no seu.
Nada mais…
Arrebentaram nosso amor na porrada!
Implodiram
Como se fosse edifício.
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