Minha visão ainda verde

{São Paulo, 1987}



Aos vinte anos,
Na faculdade e na periferia.
A vida se inventava todo dia.
Tristeza ou alegria,
De coisas inventadas no dia.
Aquele mundo me dizia,
Carente de poesia,
E de vida digna.
Para muita gente.
A beleza das mulheres que encontrava
Me despertava os primeiros versos.
Lembro de Marisa,
Me fez rimar amor e brisa,
Que acariciava meu corpo no mundo.
A visão era verde e correta
Não me perdia em teorias.
“ Há verdade o rosto do operário”.
Na periferia do capitalismo:
Vi dor, fome e doença
No homem do terceiro mundo.
Tava na cara o que o país precisa fazer.
E se o mundo me parecia carente de poesia.

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