{São Paulo, 1987}
Ela tinha asas de borboleta.
Juro por Deus.
Eu a vi numa festa do PT.
Suas asas eram grandes e amarelas.
Nós nos beijamos,
Nos amamos.
Depois inventamos o mar.
Éramos um barco alegre
(ela ficou linda com seus cabelos molhados).
Quando o mar perdeu a graça,
O embrulhamos e o jogamos no lixo.
Fomos para a Liberdade,
Onde ela me ensinou a comer de hashi.
As cartas de tarô
Tinham dito que ela seria celibatária,
Mas ela entrou em minha vida,
E, com asas enormes, pegou um pouco de mim
De repente, suas asas ficaram metálicas…
Ela pegou um livro de Barthes –
“Os fragmentos de um discurso amoroso”
E me mandou um postal de Porto Alegre.
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