{São Paulo, 1987}
Essa noite
Saí em busca de poesia.
Queria ver aquelas pessoas
Que quase me mataram,
Mas a casa estava fechada,
As luzes apagadas.
Aquelas pessoas já não existem.
Eu estava só,
Só,
Livre, livre, livre, livre.
E a noite me chamava.
Passei numa livraria na Paulista.
Os versos de João Cabral de Melo Neto.
“Cada verso é uma viagem”,
Dizia Maiakovski.
Tantos poetas,
Tantas viagens,
Descobrir o mundo
E revelar versos.
E a noite chamava…
Mulheres bonitas passavam na Avenida Angélica.
Outra mulher virá.
Dançará na fronte do poeta
Que sou,
E a beleza de seu corpo,
Seios, pêlos e olhos,
Traduzirei
Em beijos, amor e versos,
À vida que virá,
À vida que virá,
Ao mundo inteiro!
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