{São Paulo, 1987}
Desculpe interromper essa prosa,
Mas é que venho,
Através de uma rosa,
Pra falar do nosso tempo:
No trabalho, tome cuidado
Ou o chefe…
Não beba muito,
Pois bêbado não tem dono.
A cidade é tão bonita.
Eu passo o tempo numa sala.
A vida traz tanta dor.
Tão complicado é o amor.
Em busca de dinheiro,
Homens vão se devorando.
Eu só sei cantar.
Procuro no mundo o meu lugar.
A vida é boa na piscina.
A vida é dura na oficina.
A vida é triste no asilo.
A vida, onde estou, é um inferno
Às vezes fico bobo…
Fico falando da vida
Até que ela me olha,
Sorri bonita e me abraça.
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