Antonio e Renata se conheceram num bar quando uma amiga de Renata cantava.
Antonio vinha de uma desilusão amorosa e começava a desenhar, começando vida nova, fazendo desenhos, rindo um pouco da vida.
Renata que havia cursado pintura, achava graça nas coisas que Antonio fazia e os dois seguiram juntos pela vida.
Antonio com suas namoradas e Renata com seus namorados, os dois como grandes amigos.
Uma vez Antonio estava triste por ter perdido uma namorada, Renata disse:
– Não fica assim! Você não merece!
Uma vez Antonio fez um desenho de Renata na praia.
Renata o abraçou feliz.
Em 1988 Antonio perdeu uma prima de 19 anos num acidente de automóvel. No mesmo ano Renata se casou.
Antonio entregou um poema para Renata.
Antonio que pouco tinha para construir uma vida, foi levar seu apoio para Renata e João Luiz que se casavam.
Depois vieram os anos difíceis, os anos 90. Vários amigos de Antonio foram agredidos. O sonho de alegria, poesia e pintura havia sido abafado por uma época de desrespeito, extorsão, traição. A violência que atordoou Antonio e as outras pessoas da cidade.
A mãe de Renata havia falecido.
Os anos se passavam para Antonio como se a vida tivesse perdido o sentido.
Em 2006, numa exposição de pintura, Renata e Antonio se reencontraram. Renata perguntou a Antonio:
– E então? Valeu a pena?
Antonio meio triste respondeu?
– Valeu sim! Eu nunca tive tristeza perto de você. Sempre que estava triste eu lembrava de você.
Antonio que estava envergonhado por tudo que havia acontecido com seus amigos, pela violência que havia ocorrido na cidade, pensava em ser vicentino, se afastar do ódio que ele havia visto no mundo.
Renata que é mãe de um menino de 10 anos, olhou para Antonio e disse:
– Olha pra mim!
Antonio olhou, Renata falou:
– Obrigada pelo desenho que você me deu.
Antonio olhou para Renata e compreendeu que era um pintor.
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