{Jaú, 08 de novembro de 2004}
Era 10 horas da manhã, eu estava sentado em frente ao Waldemar Bernardes – reconhecido arquiteto das residências de Jaú, famoso pelas pinturas de Dom Quixote que vimos nas paredes de sua casa, no antigo cinema que frequentei na minha adolescência.
Quem não se lembra das duas pinturas, que ficavam em volta da tela do antigo cinema de Jaú?
Nós tínhamos um amigo em comum, o arquiteto Vilanova Artigas – respeitado por suas obras e pelas sua inteligência. O diálogo que tivemos com ele nos aproximava e nos deixava mais livres para conversar. Arquitetura e pintura eram os nossos assuntos.
Aos poucos Waldemar Bernardes recordava das casas, portais que foram construindo nessa terra quase desabitada.
Waldemar Bernardes ditava pintores: Picasso, Van Gogh, Miró, Leonardo da Vinci. Obras de museus que foi visitar na Europa, ele trouxe cópias, gravuras, mensagens para nós.
Aos poucos ele ia contando como ajudou a habitar essa cidade com construções, pinturas e literatura.
Ele não só criou abrigos, como também alimentou o espírito das pessoas com boa literatura.
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