O Amigo João Galdino

{Jaú, 23 de dezembro de 2004}



Eu conheci muitos mestres lá fora. Mestres em literatura, arquitetura e pintura. Conversei com pessoas que frequentavam as casas dos grandes escritores do século passado e sempre foi um diálogo muito sadio.
Eu vi reuniões com os grandes arquitetos do século XX. Vi Oscar Niemeyer falar sobre sua arquitetura para um auditório lotado. Eu vi os quadros de Picasso denunciando a violência da humanidade no bombardeio de Guernica, registrando a dor humana em seus desenhos. Eu vi reproduções de obras de Van Gogh pintando os campos de trigo, os girassóis, seus auto-retratos… Eu vi Vilanova Artigas falar sobre sua obra e sua existência. Eu vi o amor, a vida e a morte.
Aqui em Jaú as pessoas se encontravam com o João
Galdino. Todos falam que tomavam cerveja com ele.
Às vezes, quando eu encontrava alguém sorrindo na rua, rindo sem parar, essa pessoa dizia: “Eu estava com João Galdino”. O grande companheiro de noitadas jauenses, cuja história está na lembrança das pessoas e todos confirmam: “Eu tomei cerveja com o João Galdino”.

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