{São Paulo, 1989}
Encontrei uma negra chamada Paixão,
Triste e gorda, jogada no chão.
De nudez engraçada.
De olhos fechados.
Corpo de curvas e montanhas,
Sombras e claridades,
Grandezas e surpresas,
Dores e lembranças.
E de Paixão todos a chamavam.
“Paixão, venha cá!”
“O que você acha disso, Paixão?”
“Paixão!”. “Paixão!”. “Paixão!”.
Paixão sorria… apaixonada.
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