Viva!

{Jaú, 17 de outubro de 2003}



Gritou: “Viva!”, o amigo que partiu.
Gritou: “Cante!”, a namorada antes do último adeus.
“Viva!”, disse o corpo da amante.
“Viva!”, disse a musa ferida.
“Viva!”, disse a modelo ao pintor.
“Viva!”, disse o amigo ferido.
“Viva!”, disse o sexo das mulheres.
“Viva!”, disse o forasteiro ao outro.
“Viva!”, disse a lei de Deus.
“Viva!”, disse a lei dos homens.
“Viva!”, disse a beleza dos jardins.
“Viva!”, disse o azul da manhã.
O revólver caiu no chão como um tonto.
As crianças brincaram.
A mulher ficou bonita e sorriu.
A brida acabou
E o mundo amanheceu em paz.
– Viva!

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