{São Paulo, 1987}
Vejo as luzes do trem passando na ponte.
Imagino pessoas solitárias voltando do trabalho,
Sentadas lado a lado num enorme silêncio,
Num enorme deserto.
Como é grande o mundo.
Como é grande a dor.
Os automóveis seguem em alta velocidade
Às margens de um rio que está imundo.
Mas ainda é lindo o reflexo das luzes sobre as águas.
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