{Jaú, 02 de dezembro de 2004}
Para ser arquiteto
É preciso ver o corpo de uma mulher,
É preciso encontrar outro arquiteto,
Dar as mãos,
Entrar embaixo do edifício,
Apontar os pilares,
Ver a viga,
Conversar com outro arquiteto…
É preciso entrar no edifício,
Caminhar em sua estrutura.
Para ser fazendeiro
É preciso ver o corpo de uma mulher,
Encontrar outro fazendeiro,
Saber o que é uma queimada,
Uma plantação de arroz,
Conhecer o tempo,
As nuvens do céu,
Saber se chove,
Saber se a terra seca,
É preciso olhar a terra,
É preciso olhar para o céu.
Eu vi uma mulher com uma flor na mão,
Eu vi outras casas,
Tantas mulheres com uma flor nas mãos.
Entrei na cidade.
Quando cheguei em São Paulo,
Encontrei uma cidade cheia de automóveis.
Também encontrei uma cidade cheia de flores.
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