Seu Henrique Pacheco

Eu encontrei seu Henrique para conversar, em 1986. Falávamos de fazer uma reforma no prédio do Jahu Clube. Seu Henrique queria que não gastasse muito:
– Para não onerar para os sócios mais pobres.
Em 1990, depois de sair de uma discussão, eu estava precisando de ajuda, ele veio conversar comigo entregando seu apoio.
Em 1993 fiz uma exposição de pintura na galeria Débora Barros de Almeida Prado. Fui visitar seu Henrique em sua casa. Lá ele me mostrou a pintura de uma queimada de cana, uma pintura de Cristo e me mostrou seu trabalho. Era o mapa de Jaú em sua formação em 1858. Mostrava como era a divisão das fazendas naquela época, sem luz, sem água encanada, ou seja, antes da formação da cidade.
Outro trabalho que ele fazia era árvore genealógica da família Almeida Prado que nada mais era do que uma relação de amigos, com datas de nascimento, casamento e profissão.
Logo que cheguei em Jaú já era amigo do pessoal do seu Henrique que sempre dizia:
– Não existe diferença entre Pachequinho e Pachecão, são todos as mesma família.
Depois seu Henrique organizou um almoço de confraternização da família, a adesão foi geral. Os familiares, sem distinção política, compareceram.
Seu Henrique Pacheco morreu em 1994. Hoje todos comentam: “Como era bom o bate-papo com seu Henrique, um homem alegre e generoso”.

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