{São Paulo, 1997}
Segui em frente e briguei,
Porque todo velho tem direito
À paz e ao respeito,
E vi que a vida e a história
São muito mais fortes que o câncer.
Segui em frente e cantei,
Porque na dureza do concreto,
No silêncio dos edifícios,
Dentro das fábricas,
Na solidão dos homens a caminho,
Havia sentimento.
Mergulhei no fundo do poço
E trouxe cores, desenhos, sonhos,
Porque homens, mulheres e crianças
Se viam, sonhavam naquelas cores.
Coloquei meu peito entre um revólver e uma mulher,
Porque nenhuma mulher é puta,
Porque “todos os seres humanos nascem livres e iguais
em dignidade e em direitos” (*)
Vemos a morte e a miséria diariamente,
Perdemos amigos
E seguimos,
Porque os olhos, o coração
Dão sentido a todas as coisas
E ela surge com os lábios cheios de carinho.
(*) Direitos Humanos
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