{Jaú, 10 de janeiro de 2005}
Era o fim dos anos 70 quando cursávamos o preparatório para o vestibular. Alguns estudavam para medicina, outros para direito, odontologia, engenharia. O Antonio resolveu apostar em cavalos de corrida. Eu e o João íamos na casa do Antonio falar de cavalos de corrida. Nós planejávamos ganhar algum dinheiro nas apostas e gastar com prostitutas na rua Bento Freitas.
Eu cheguei na casa do Antonio, ele me falou:
– Fiquei sabendo de um cavalo muito veloz, vamos apostar nele e gastar o dinheiro nas boates.
Fomos ao jóckey clube, eu o Antonio e o João. Fomos de taxi. Quando vimos o cavalo andando, o Antonio gritou:
– É esse! É esse!
O cavalo entrou na pista, apostamos todo nosso dinheiro naquele cavalo. Quando o juiz deu a partida começamos a gritar:
– Vai, vai, vai!
O cavalo não andou. Perdemos todo nosso dinheiro.
Nos bordeis as prostitutas gritavam:
– Cadê o Antonio! Cadê o Antonio!
O João respondeu:
– O Antonio é bom, o cavalo é que não anda direito.
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