{Jaú, 1999}
Quando anoitece ela sonha,
Olha e brinca.
Tudo fica bonito no rumo das estrelas.
Eis que surge um mistério:
Uma menina salta da escuridão
Com medo do saci,
Com medo do estranho
E abraça um amigo.
Os vaga-lumes brilham no meio das folhagens,
O grilo pula,
A cigarra canta sem parar.
Lá dentro as crianças brincam.
Tudo é paz e invenção dentro da noite.
Quando amanhece os pássaros cantam.
É preciso pensar nas contas,
O jornaleiro passa
Quando amanhece.
Ela finge que está preocupada,
Cheia de contas para pagar.
Pensa que o dia é duro,
Pensa que tem que acertar em tudo.
Discute política.
Pensa que está certa.
Nem os políticos sabem.
Pensam nos economistas,
Nas contas
Que nem os economistas sabem.
Pensa no almoço,
Pensa nas pessoas que vem para almoçar.
Planta uma rosa no jardim.
À noite tudo é sonho.
Uma mulher passa,
Cuida de uma árvore.
Um homem se aproxima,
Beija essa mulher,
Olha essa árvore
E escreve seu nome
Conquistando a liberdade!
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