Não diga nada

{São Paulo, 1993}


Não diga nada se não amou nesta terra.
Não diga nada se não ama nesta terra.
Não diga nada se não olhou o outro.

E se ela não sorrir?
O que dizer?
Onde foi parar aquele menino
Que brincava entre os animais,
E a tarde sonhava?

Sonhos são imortais!
Ela sorriu.

Fala em meu peito sua graça, seu cheiro.
O sol brilha no campo.
As árvores me resgatam o tronco.
As aves me invadem o céu ensinando um canto.
Tudo fala:
O céu, a vida, o homem, a paz!

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