Mulher

{São Paulo, 1990}


No teu corpo aprendi a amar.
Por ti eu luto,
Arrisco e vivo.
Meus traços,
Palavras, sentimentos
Foram para te encontrar,
E nem toda barbárie,
E nem toda estupidez
Vão me impedir.

Sei que não é simples o que digo.
Quando escrevo,
São lágrimas, corpo, coração.
Grito pela beleza
Da tua alma,
E do teu corpo
Que soube fazer
Daquele instante de dor,
Não uma estupidez,
Mas um momento de amor.

E se naquele tempo
Beijei a lona,
Não ligues não.
Beijei a terra e olhei o céu.
E se a vida insiste
É porque as forças dessas palavras
Anunciam o tempo que virá.

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