Meu Verso

{São Paulo, 1989}


Não quero o verso puro,
Nem a palavra falsa.
Quero o verso duro,
O “verso- pedra”.

Os anos passaram,
A infância, o sexo, o amor e a perda.
A vida me fez uma alma.

E já que não quero fazer da minha existência
Uma estupidez,
Procuro no mundo
O nosso verso:

Palavras tão verdadeiras
Que se por acaso,
Ou por persegui-las,
Elas surjam em forma real…

E se ela for dura?
E se ela for suja?
E se ela for alegre?
Eu não sei como ela vai ser!

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