{São Paulo, 1996}
Se com o teu corpo tomado pelo câncer
Ainda carrega contigo tua história,
Tu ainda não estás acabado.
Se tens lendas, fantasias, cores,
Se contas a estória do papai Noel
Para um jovem perdido,
Tu ainda não estás acabado.
Se tuas mãos tremulas
Pegam a toalha
E estancam o sangue,
Tu ainda não estás acabado.
Se sais apressado
Em busca de resposta
Na vida, num livro, num dicionário,
Tu ainda não estás acabado.
Se pegas a palavra no meio da briga
E com ela evitas a violência,
Tu ainda não estás acabado.
Se teu braço cansado
Indica o caminho certo,
E ainda colhe os frutos da terra,
Tu ainda não estás acabado.
Se te encantas uma flor,
Um verso, um desenho,
Uma palavra…
Prosseguimos, pois há muito a fazer.
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