{Jaú, 1999}
Lembro daquele dia:
Você vinha pra minha casa.
Aposto que no caminho
Meus amigos já estavam me enganando,
Falando do primo que saiu na TV,
Nos projetos no Mato Grosso,
Em derivada e cálculo integral.
Eu, meio burro, sem saber o que fazer,
Cansado de esperar,
Comecei a me embriagar.
Quando você chegou,
Subi na cadeira
E contei a história de Riobaldo e Diadorim.
Você ria que nem tonta
E rolava no chão.
Quando vi seus seios
Fiz como Pedro:
Te chamei de meu amor,
Fiz como João:
Te chamei de meu amor,
Fiz como Antonio:
Te chamei de meu amor.
Hoje a lembrança do seu riso
E dos seus seios alegram o luar,
Alegram os casais de namorados
E tornam mais belas as noites que passam.
Eu olho pra trás e grito:
– Viva Guimarães Rosa!
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