Jardim da Rodoviária de São Paulo

{São Paulo, 1989}


Jardim da rodoviária de São Paulo –
Jardim dos homens deitados,
Sem caminho,
Sem passado ou futuro,
Fedendo urina e lona.

Estranho mundo
Que não recebe a todos,
Ou nem todos
O desejam?

Entre passageiros e destinos
De amor, glória,
Afeto e bravura,
Encontramos homens caídos,
Fedendo urina e lona.

E minha presença pouco importa,
Ou se importa,
É apenas
Para um cigarro.

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