Haroldo de Campos

{Jaú, 02 de dezembro de 2004}



O “Concretismo”,
Uma outra forma de dizer.
A palavra era a própria forma.

“Galáxias”,
Palavras que começam, seguem sem vírgula, sem medo, sem ponto jorrando coisas do céu, coisas da terra, fazendo da terra um jardim, brilhar no mundo, brilhar no céu.

Um tradutor incansável:
“A Divina Comédia”, “A Bíblia”, “Maiakovski”, “A Ilíada”.

Palavras que não param.
Poemas que surgiam nos jornais.

Grandes amigos:
Guimarães Rosa,
Caetano Veloso,
Otávio Paz,
Augusto de Campo,
Décio Pignatari,
Humberto Eco.

Um poema lutando contra a injustiça.
Um poema lutando pela pátria.
Um dia disseram que ele não estava.
“Eu estou aqui!”, ele responde.

Um dia disseram que Haroldo de Campos morreu, Haroldo morreu em 16 de agosto de 2003.

As palavras não param.
Pessoas perguntam por ele,
Pessoas procuram seus livros.
Palavras brilham no céu.

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