Amanhã, talvez

{São Paulo, 1987}


Agora as palavras correm soltas.
Elas vêm brincando.
Minha poesia já não é como antes.
É onde vivo.
São coisas que, às vezes, me fazem feliz.
Em cada olho de mulher bonita
Há uma promessa de felicidade.

Mas essa dor, mas essa dor…
Se eu fosse para Recife?
Alguns meses no sol do Norte?
Mas não adianta,
A dor vai junto!
Se eu fosse à farmácia?
Mas a dor não é física!
Eu não fiz nada para ter essa dor.
Esqueceria tudo numa noite de amor,
Mas estou sem mulher.
Amanhã, talvez, a dor passe.

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